15/05/2009
Oficina de Criação Poética
Momento de mudanças
18/03/2009
1º Festival Internacional de Literatura de Campinas (Filc) será realizado em abril
Autor: Ingrid Vogl
Resgatar o hábito da leitura entre pessoas de todas as idades. Com este objetivo está sendo criado o 1º Festival Internacional de Leitura de Campinas (Filc), que acontece de 18 a 26 de abril na Estação Guanabara com grandes nomes do mundo literário nacional e internacional e entrada gratuita para o público campineiro e da região.
Polo tecnológico e de pesquisa, com a criação do Filc, Campinas agora tem como desafio também se destacar na área da literatura, e pretende fazer isso com muita competência, prazer e envolvimento da população, por meio da parceria entre Prefeitura e Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) que realizarão o evento.
"Montado nos moldes da Festa Literária Internacional de Parati (Flip), o Festival Internacional de Leitura de Campinas não é um evento somente para a venda de livros. Ele terá mesas literárias e encontro com autores de diversas áreas", explicou a coordenadora do evento pela Administração municipal, Renata Sunega.
Estrutura
A Estação Guanabara foi escolhida apara acolher o evento. No local, atualmente funciona o Centro Cultural de Inclusão e Integração Social (CIS), mantido pela Unicamp. O Festival contará com 50 estandes de editoras, além de espaço para apresentações musicais, de cinema e de teatro para todas as idades. Tendas temáticas de gastronomia e infantil também farão parte da programação, que começará todos os dias às 10h e se estenderá até a noite.
A curadoria das mesas literárias durante os nove dias de Festival estará sob responsabilidade dos professores doutores Alcir Pécora, Jorge Coli, Carlos Alberto Vogt e Pedro Paulo Funari. São esperados cerca de 140 mil visitantes durante os dias do evento.
Conforme Renata Sunega, a programação ainda está sendo fechada, mas alguns nomes já estão confirmados, como o de José Mario Pereira, Alcino Leite Neto, Paulo Franchetti, André Zarankin, João Ângelo de Oliva Neto, Augusto Massi e os convidados internacionais, Richard Hingley (Inglaterra), Jean-François Barrielle (França) e Juan Lo Bianco (Argentina).
O Filc já tem um endereço na Internet: www.filc.com.br, e um blog será disponibilizado a partir desta quinta-feira, dia 19 de fevereiro, no site para quem quiser acompanhar as novidades do Festival.
Resgate
Na opinião do coordenador do Filc pela Unicamp e pró-reitor de Extensão e Assuntos Comunitários da instituição, Mohamed Habib, a universidade não deve apenas se preocupar com a formação e a pesquisa, mas também deve atuar socialmente e enfrentar os desafios da sociedade em parceria com órgãos como a Prefeitura.
"Hoje o mundo passa por crises financeiras, de valores, social, econômica e também de informação, pois a criança, o jovem e o adolescente atualmente estão muito ligados à tela da TV e do computador, e com isso, os livros perderam valor principalmente para esse segmento. Com esse Festival, queremos justamente trabalhar para fazer da leitura um hábito de inclusão, que motiva a criatividade, a imaginação, nossos sonhos. Vamos em busca do resgate do hábito da leitura do texto escrito, que está presente em nossa história há mais de 3 mil anos. O Festival é a ponta para a popularização da leitura de forma permanente em Campinas e região", disse Mohamed Habib.
Para o coordenador, as escolas precisam investir e resgatar a importância das bibliotecas, para que os alunos tenham estímulo e com isso, nomes de nossa literatura sejam recuperados e conhecidos pelos leitores, como é o caso de Monteiro Lobato (1822-1948), que neste primeiro ano, será o homenageado do Festival, já que o dia da abertura do evento é a data do aniversário do escritor, ensaísta, jornalista, crítico de arte e de literatura, só para citar algumas profissões dessa ilustre personalidade.
Biblioteca
A partir da realização do 1º Filc, será montada uma biblioteca comunitária aberta diariamente na Estação Guanabara com acervos da Unicamp e de parcerias firmadas por meio do Festival. A sociedade também terá a oportunidade de doar livros. "A biblioteca será um espaço para abrigar pessoas que queiram passar momentos agradáveis com livros da mais diversificadas áreas, para todas as idades e gostos", avaliou Mohamed Habib.
Além da biblioteca comunitária, o 1º Festival também receberá doações para a Biblioteca Infantil Monteiro Lobato, mantida pela Prefeitura. Na campanha, poderão ser doados livros infanto-juvenis, HQs e brinquedos educativos. Atualmente, a Biblioteca possui um acervo de 4.382 livros, 1.277 fascículos de gibis e 337 brinquedos educativos.
Durante o Festival também será implantada a Gibiteca Digital de Campinas, que posteriormente será disponibilizada na Biblioteca Municipal Manoel Zink.
Para as próximas edições do Filc, a coordenação pretende lançar prêmios para diferentes faixas etárias que estimulem a escrita e a leitura. "A ideia é que nos próximos eventos, os candidatos elaborem e apresentem textos diversos", afirmou o coordenador da Unicamp. Uma ótima oportunidade para a população participar e soltar a imaginação em mundos possíveis da literatura.
Mais informações: http://www.filc.com.br/
Poiesis mapeia pontos de poesia na Grande São Paulo
Fonte: Jornal Gazeta Mercantil - 13/03/2009
Quando o poeta Frederico Barbosa, diretor da Poiesis – Organização Social de Cultura (que administra a Casa das Rosas, a Casa Guilherme de Almeida, o Museu da Língua Portuguesa e o programa São Paulo: Um Estado de Leitores), decidiu mapear os saraus poéticos na Grande São Paulo não imaginava que encontraria pela frente uma infinidade de encontros entre poetas, escritores e amantes das letras. O projeto, batizado de Pontos de Poesia, teve início em fevereiro, e já naquele mês cadastrou 28 saraus. “O Pontos de Poesia surgiu da percepção dos acontecimentos, do movimento latente desse fenômeno, da necessidade de descentralizar o foco literário espalhando suas possibilidades e riquezas em áreas carentes de literatura”, conta Frederico.
A proposta do projeto é, além de mapear os saraus na Grande São Paulo, conhecer o perfil de seus freqüentadores, seus diferentes estilos e formatações, a construção temática, a história do próprio local, rico em referências, entendendo suas etapas de formação, para que seja possível desenvolver projetos multiplicadores e iniciativas que promovam a leitura.
“O cadastramento e mapeamento é apenas a ponta do iceberg, e deverá estar devidamente concluído agora, no mês de maio. A partir de então, serão criadas diversas ações localizadas efetivando iniciativas, projetos e propostas multiplicadoras de oportunidades que possam alavancar a produção literária na Grande São Paulo, intensificando os prazeres da leitura”, explica o diretor da Poiesis.
Em princípio, o projeto contemplará os saraus que reúnem a comunidade em torno dos diferentes aspectos com os quais a literatura se estabelece: estimulo à reflexão, leitura, criação de texto e expressão oral – tudo num mesmo lugar, de forma lúdica e descompromissada - elementos que resultam na criação e no aumento da produção literária, como vem sendo constatado.
O trabalho de pesquisa está sob a coordenação do poeta e escritor Rui Mascarenhas, que trabalha como pesquisador e produtor de eventos no programa São Paulo: Um Estado de Leitores (SPEL). De trem, ônibus, carona ou a pé, Mascarenhas se desloca até os saraus e registra cada detalhe com fotos, anotando os dados importantes e gravando depoimentos.
“Primeiro pesquiso onde acontecem esses eventos, em seguida estudo a logística de aproximação e retirada; às vezes em áreas distantes e de complicado acesso, o que possibilita o enorme prazer da aventura, das novas descobertas, do encontro com o inusitado”, explica. E confidencia: “Eu acho que estou ficando viciado em saraus. Um atrás do outro, sequência ininterrupta de textos, infinitos estilos, vozes, cantos, pessoas”.
Em suas incursões poéticas, o coordenador do projeto Pontos de Poesia observa um novo movimento em prol da literatura. São os sem-letras, sem-livros e sem-voz, que reivindicam expressar suas realidades. Eles buscam as vias da inserção literária, invadem bares e botecos, que antes eram áreas de risco e perdição, e hoje compartilham o imaginário e o conhecimento.
É possível também observar o grande número de presentes nesses saraus e o intercâmbio de poetas de diferentes comunidades – a intensa reflexão proposta em torno da atual produção literária paulistana, a diversidade dos temas e estilos apresentados. Num extremo, o manifesto, a busca de uma identidade literária genuinamente periférica composta, intrinsecamente, dos elementos desse cotidiano de exclusão. Do outro, a representação romântica de um universo em crise existencial.
O projeto já registrou, entre outros, o Sarau Poesia na Brasa, em Brasilândia, com a presença de 80 jovens. Criado em julho de 2008, se manifesta como um movimento cultural de periferia para periferia, abrindo espaço para reflexão, discussão e expressão artística. “Negra, levanta para acordar o dia!”, brada Vagner “uma Rocha” Sousa, recitando em agradecido reconhecimento, uma homenagem à batalha da “mãezona” – explosão de todas as guerreiras - ali, silenciosamente orgulhosa – “bendito o fruto” - que ao lado do irmão, Sidnei das Neves, com os cuidados da Taís, organizam tamanha manifestação de congregação e luz.
No canto, ao lado dos que recitam, uma biblioteca se forma (como uma caixa de letras de músicas pedindo acompanhamento). Os livros são emprestados e renovados de sarau em sarau. A meta é atingir, pelo menos, 2.009 títulos esse ano.
Em Campo Limpo, o Sarau do Binho, mesmo em uma segunda-feira chuvosa, no dia 9 de fevereiro, reuniu mais 100 pessoas, de todas as idades. Localizado na altura do número 4.000 da Estrada de Campo Limpo, abriu às 20 horas com um filme: “Vídeolência" - 60 minutos de reflexão audiovisual proposta por quem vive a periferia”. Na cena, o cano de uma arma percorre os corredores da favela. Teve ainda o lançamento de livro “Lágrima Terra”, de Daniel Fagundes em co-autoria com André Luiz Pereira. “Inacreditável que em plena segunda feira – céu em prantos – risco de enchente, distante quebrada do Campo Limpo – estivessem reunidas tantas pessoas em busca de qualquer coisa incomum”, diz Mascarenhas.
Programação de alguns saraus que serão realizados no mês de março:
18/03, quarta, 20 h:
Sarau Cooperifa:
R. Bartolomeu dos Santos, 797. Jd São Luís. SP.
Sérgio Vaz 4139-7548 5891-7403
poetasergiovaz@hotmail.com
http://colecionadordepedras.
19/03, quinta, 20 h:
Sarau Elo da Corrente:
Bar do Cláudio Santista. R. Jurubim, 788 A
Jd. Monte Alegre – Pirituba.
http://www.elo-da-corrente.
Michel/Raquel 11 3906-0348 / 6081 / 9847-2562
21/03, sábado, 20 h:
Sarau Rascunhos Poéticos:
Acontece todos os sábados.
Mezanino do rest. El Malak
*das 16:00 às 18:00 Criação
*das 20:00 às 22:00 Sarau
El Malak fica na Al Santos, 805,
http://rascunhospoeticos.
26/03, quinta, 20 h:
Sarau do RAP - Poesia das Ruas:
Ritmo e Poesia. Sem música, MCs declamarão suas letras, compartilhando talento literário.
Acontece toda última quinta-feira do mês.
Ação Educativa: Rua General Jardim, 660 - Centro.
Vila Buarque. SP. Entrada: Gratuita
Capacidade de lotação: 200 pessoas
27/03, sexta, 21 h:
Sarau Sopa de Letrinhas:
Todos os estilos, Todos os poetas,
Toda última sexta do mês.
Poeta Homenageado: Birimba de Jesus
Coordenado pelos poetas Carlos Savasini, Tyta e Vlado Lima.
Rua Teodoro Sampaio, 1229 - Pinheiros(11) 3571.3730 - Preço: R$ 5,00
http://www.villaggio.com.br/
28/03, sábado, 18 h
Sarau da Camarilha:
Espaço Cultural Oficina
r. Alfredo Pujol, 381. Santana - SP
(400 mts do Metrô Santana)
3467-6160 - Preço: R$ 3,00
Sites de alguns saraus realizados na Grande São Paulo:
Maloqueiristas - http://poesiamaloqueirista.
Rascunhos Poéticos - http://rascunhospoeticos.
Cooperifa - http://colecionadordepedras.
Povo - http://saraudopovo.blogspot.
Elo da Corrente - http://elo-da-corrente.
Politeama - http://politeamasarau.
Poesia na Brasa - http://brasasarau.blogspot.
Griots - http://projetogriots.blogspot.
Assesa - http://assesaescritores.
Querô - http://saraudoquero.blogspot.
Cidade Poesia - http://cidadepoesia.blogspot.
Bar do Zé - http://espacoculturaldoze.
Sopa de Letrinhas - http://www.villaggio.com.br/
04/03/2009
Literatura Feminina em voga

Uma leitura sobre o Cotidiano para o Século XXI
Mujeres-Women-Mulheres II: Uma leitura sobre o Cotidiano para o Século XXI é a segunda edição de curso em homenagem ao Dia Internacional das Mulheres. Se na primeira edição foram apresentadas poetas mulheres contemporâneas de vários países, a segunda edição traz idéias afiadas de poetas, prosadores e críticos sobre cultura e inquietações sobre o feminino.
Informações: Quintas-feiras de março e abril de 2009
Horário: das 19h às 21h. Carga horária: 12 horas, 06 encontros
Dias 12/03, 19/03, 26/03, 2/04, 9/04 e 16/04
Biblioteca Pública Alceu Amoroso Lima
Av. Henrique Schaumann, 777, Pinheiros - São Paulo (SP).
Informações na secretaria da Biblioteca ou tel 3082-5023
Gratuito
PROGRAMA: Pretendendo trabalhar com incertezas e criar leituras possíveis sobre a força do feminino no cotidiano, os participantes serão convidados a ler e discutir textos, assim como a produzir textos curtos durante o curso (poemas, prosa, reflexões).
1º Encontro Introdução: Aula de ginástica com Susan Willis, passadinha na farmácia com Beatriz Preciado
2º Encontro Duas meninas mal-criadas: Capitu e Helena Morley
3º Encontro What's Underneath: cochichos entre Marianne Moore e Elizabeth Bishop
4º Encontro Um Diário para Alice Walker em que nós todos escrevemos
5º Encontro Como Ler a Nossa Página Sempre em Branco: apresentação e discussão de textos produzidos durante o curso pelos participantes.
6º Encontro Encerramento: Leitura e considerações finais.
BIBLIOGRAFIA
· BISHOP, Elizabeth, O Iceberg Imaginário e Outros Poemas, trad. Paulo Henriques, Companhia das Letras
· MOORE, Marianne, Poemas, trad. José Antonio Arantes, Companhia das Letras, 1991
· MORLEY, Helena, Minha Vida de Menina, Companhia das Letras
· PRECIADO, Beatriz, Testo Yonqui, Espasa
· SCHWARTZ, Roberto, Duas Meninas, Companhia das Letras
· WALKER, Alice, Vivendo Pela Palavra, Rocco
· WILLIS, Susan, Cotidiano Para Começo de Conversa, Graal Editora
10/11/2008
Balada Literária
Na ocasião, escritores, quadrinhistas, músicos e atores, conversarão sobre literatura, literatura infantil, música, quadrinhos, e cinema.
A homenageada dessa edição é Tatiana Belinky.
A Balada, que acontece em diversos pontos de São Paulo, homenageia também os 40 anos da Mercearia São Pedro, com a exposição itinerante de fotografias de José Diniz durante todo o evento.
Para maiores informações, acesse: http://www.baladaliteraria.org
Participe: divulgue & compareça!
(Divulgação de Ana Peluso)
04/11/2008
InsPire-se
Torquato Neto
eu sou como eu sou
pronome
pessoal intransferível
do homem que iniciei
na medida do impossível
eu sou como eu sou
agora
sem grandes segredos dantes
sem novos secretos dentes
nesta hora
eu sou como eu sou
presente
desferrolhado indecente
feito um pedaço de mim
eu sou como eu sou
vidente
e vivo tranqüilamente
todas as horas do fim.